15 de novembro de 2011

A Paz

Há algum tempo, encontrei uma folha que a minha mãe tinha guardado religiosamente. Trata-se de um dos primeiros textos que escrevi, quiçá o primeiro, devia ter uns 10 anos. Chama-se “A Paz”...


A Paz
A Paz é a Paz.
Para onde a Paz vai, a Paz segue-a,
por isso, a Paz é uma seguidora da Paz.
A Paz é tudo o que a Paz pensa.
A Paz é a união da Paz com a Paz.
Se a Paz vai ás compras, a Paz vai com ela.
A Paz está sempre na igreja, mas quando se encontram lá duas pazes forma-se uma depressão e chovem pombas brancas.
Um dia a Paz morreu. A Paz foi ao enterro!

2 comentários:

Brown Eyes disse...

ahahahah Era tão bom que neste mundo só existisse a paz, claro que se assim fosse a paz seguia a paz para todo o lado, até ao enterro.
Olha que está muito bem pensada. Bejinhos

Afinal nem sempre sou a última. Aqui parece que consegui ser a primeira.

João disse...

Nem me lembro o que motivou a escrever este texto, Mary. Admito que felicidade não era o sentimento que melhor caracterizava a minha vida, aos 10 anos. Talvez fosse um desejo meu... Ter paz. Mas foi preciso esperar... Até perceber que a paz não é algo que vem de fora. Nasce cá dentro. E então sim, nesse momento, fui feliz.