21 de novembro de 2011

O IDIOTA E A MOEDA

Conta-se que numa cidade do interior, um grupo de pessoas tinha o habito de se divertir com o tolo da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente, eles chamavam o tolo ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe sempre a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

Respondeu o tolo: - Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.

Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quem eram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira: Se fores ganancioso, acabas por estragar a tua fonte de rendimento.


Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos.

2 comentários:

Brown Eyes disse...

Foi sempre assim que eu vivi. Agradar aos outros é perder tempo, pois eles nunca têm a mesma opinião, depende de interesses. Como vivo comigo tenho que agir de maneira a agradar-me. Excelente conclusão até quando dizes que quem parece tolo não o é. Conheço muitos que vivem disso. Afinal quem não ajuda um tolo? É com essa base que eles o são. Beijinhos

João disse...

"Agradar aos outros é perder tempo..."
É triste ter de chegar a essa conclusão, mas quanto mais olho á volta, mais percebo que as pessoas só têm uma coisa em mente, o serem agradadas. Altruísmo é algo distante...
A sociedade preferiu abraçar o egoísmo, sabe-se lá porquê...
Eu gosto de agradar, Mary. E claro, também gosto de ser agradado.
A lacuna aqui, na minha opinião, é a tendência que tenho em direccionar as energias para onde não existe retorno. E aqui sim, agradar aos outros, torna-se efectivamente uma perda de tempo. E este, é o meu bem mais precioso...