29 de fevereiro de 2012

Diana Ong - Crowd


Saudade…

Provei do seu sabor - várias vezes - nesta vida.

Por alguém que esteve longe, durante algum tempo.

Ou por quem já partiu...

Alguém que não voltarei a ver (pelo menos) aqui.

Mas sentir isto por quem não existe?

Saudade de uma (linda) ilusão que sustentei, por auto-recriação.

E que vi esvanecer à minha frente - tudo - num só momento.


Então digam-me, por favor:

Porque razão - a saudade - ainda persiste!




19 de fevereiro de 2012

Contradições

"El sueño de la razón" - Francisco Goya






















Se conseguisse explicar o porquê,
porque não fico indiferente…

No contraste do desejo de estar contigo,
entregando-me ao chamamento,
com o receio de te ter no pensamento
que demanda evitar o teu caminho.


Sempre que visitas o meu mundo,
sei como se vai desenrolar.
Parece que tudo já foi escrito...
Mas é tão fácil esquecer
e voltar a abraçar-te,
ser envolvido nesse teu doce sufoco.


Contigo, vivo momentos de fusão!
Obsessão, calor... É teu coração…
Tudo num instante passional,

mas sempre, sempre igual.

E não existe transparência...
No meio desta obscuridade,
feres com a consciência,
mas matas com a saudade.

Por isso, sempre que me aproximo,
acabo por ter que me afastar.
Só peço a força para ignorar,
quando a mente pede por ti...


João Pedro / 1997

16 de fevereiro de 2012

A Essencia das Coisas

A incapacidade para interpretar os sentimentos do meu pai, por mim, é latente neste "Amor Paternal", o qual escrevi com vinte e poucos anos.
Embora ele seja uma pessoa peculiar na sua forma de dizer:
- Gosto de ti. (nunca directamente, por palavras)
E, por vezes, não exista mesmo nada para interpretar, fruto dos defeitos que tem, como todos nós, eu, nesta altura da minha vida, era incapaz de ler nos pormenores, de interpretar certas demonstrações de afecto, dos outros por mim, quando fugiam ao explicito.
Hoje, ao ler este texto e viajando até aquele tempo, percebo que o problema estava realmente em mim e na forma como lidava com o mundo e, principalmente, com o “Eu”.
Talvez faltasse a calma e a segurança para absorver a essência das coisas, não somente a aparência.
Talvez criasse demasiadas expectativas (como se ansiasse
 por estar sempre um passo à frente), não me permitindo ir conhecendo e desfrutando da pessoa ou da situação, naquele preciso momento em que o desconhecido, se dá a conhecer.
Porque hoje sei que é aí que se encontra, a essencia das coisas.

Amor Paternal

The fathers love, de Lyn Deutsch






















Quem devia compreender melhor
ouvir-me e falar comigo,
é quem me entende pior,
que não consegue ser amigo.



Após me ter posto no mundo
não saí bem como queria.
Acaba a relação por ir ao fundo
só por não ser quem poderia.


Mas fácil também não sou.
A quem mais irá doer?!
E como nada mudou,
acabámos por nos perder.


Mesmo assim, a vida continua
contigo ou sem te ter.
Cada um fica na sua,
gosto de ti mesmo sem te ver.

João Pedro / 1996 (À volta disso)

10 de fevereiro de 2012

Grécia está a um passo da bancarrota e UE diz que salvação é extinguir a Grécia e criar um novo País chamado Sporting

"Segundo os jornais, a Grécia está a um passo da bancarrota ("What the fuck"... pensava-se que a Grécia já estava na bancarrota há para aí uns bons 3 anos! Pelos vistos, esta cena de entrar na bancarrota demora pró caraças, pelo que Passos Coelho não tinha necessidade de implementar já a austeridade, podia ter continuado o regabofe despesista até 2024!).
O PM grego, pressionado por Merkel e Sarkozy para assinar o novo memorando da "troika", única forma de receber mais 130 mil milhões de euros (estes gregos fodem mais dinheiro que uma mulher), vai reunir-se primeiro com o governo, depois com o seu partido, depois com os partidos da oposição, depois com as centrais sindicais, depois com cada um dos 10 milhões de gregos, depois vai à festa de anos da filha, depois vai ao barbeiro cortar o cabelo e só depois se vai reunir com a "troika". Os gregos devem ser arraçados de alentejanos, só pode."

via "O Inimigo Público"