29 de fevereiro de 2012

Diana Ong - Crowd


Saudade…

Provei do seu sabor - várias vezes - nesta vida.

Por alguém que esteve longe, durante algum tempo.

Ou por quem já partiu...

Alguém que não voltarei a ver (pelo menos) aqui.

Mas sentir isto por quem não existe?

Saudade de uma (linda) ilusão que sustentei, por auto-recriação.

E que vi esvanecer à minha frente - tudo - num só momento.


Então digam-me, por favor:

Porque razão - a saudade - ainda persiste!




6 comentários:

Brown Eyes disse...

João como se pode ter saudade de uma ilusão? Por algo que construíste e que não dependia apenas do teu querer? Não sei porque ela persiste será porque tens uma réstia de esperança? Beijinhos

João disse...

Como é possivel ter esperança por algo que não existe? Eu tenho saudade, Mary. Muita!
Do que desperta cá dentro, quando gosto de alguém... Eu tinha isso e (num momento) desapareceu.
Felizmente, o tempo continua a meu lado.

Beijinho

Olinda disse...

mas se é saudade do que não existe, é fácil resolver: se queres que exista aquilo que não existe só tens de manter a ilusão de que o que não existe, existe. e a desilusão deixa de fazer sentido quando tudo o que mantens, ou queres manter, é ilusão.:-)

João disse...

A única coisa que não é ilusão, Olinda, é o que se passa (cá dentro). Isso é bem real.
Mas lá está...
É real para mim. Observado por fora, pode aparentar ser uma mera ilusão. :-)

LUZ disse...

Boa noite,

Quando li este poema, não pude deixar de ler o de Fernando Pessoa, que está ao lado.
Reflicta, sugiro.

Saudações.

João disse...

Tens razão.
Esse texto está na base de uma decisão que tive de tomar. Uma das mais dificeis e complicadas que já levei avante, até hoje. Só que infelizmente, o sentimento não terminou em simultaneo.
Tudo isto faz parte de um "processo de luto" que precisa acontecer dentro de mim. E o tempo vai dizer-me quanto este vai durar.

Beijinho e boa semana, Luz.